<?xml version="1.0" encoding="utf-8"?><!DOCTYPE article  PUBLIC '-//OASIS//DTD DocBook XML V4.4//EN'  'http://www.docbook.org/xml/4.4/docbookx.dtd'><article><articleinfo><title>SoftwareLivrePerspectivaRevolucionaria</title><revhistory><revision><revnumber>16</revnumber><date>2012-01-07 02:01:00</date><authorinitials>PauloSantana</authorinitials></revision><revision><revnumber>15</revnumber><date>2012-01-07 02:00:01</date><authorinitials>PauloSantana</authorinitials></revision><revision><revnumber>14</revnumber><date>2012-01-07 01:57:23</date><authorinitials>PauloSantana</authorinitials></revision><revision><revnumber>13</revnumber><date>2012-01-07 01:39:13</date><authorinitials>PauloSantana</authorinitials></revision><revision><revnumber>12</revnumber><date>2012-01-07 01:15:07</date><authorinitials>PauloSantana</authorinitials></revision><revision><revnumber>11</revnumber><date>2012-01-07 01:14:10</date><authorinitials>PauloSantana</authorinitials></revision><revision><revnumber>10</revnumber><date>2012-01-07 01:13:25</date><authorinitials>PauloSantana</authorinitials></revision><revision><revnumber>9</revnumber><date>2012-01-07 01:11:44</date><authorinitials>PauloSantana</authorinitials></revision><revision><revnumber>8</revnumber><date>2012-01-07 01:11:19</date><authorinitials>PauloSantana</authorinitials></revision><revision><revnumber>7</revnumber><date>2012-01-07 01:10:22</date><authorinitials>PauloSantana</authorinitials></revision><revision><revnumber>6</revnumber><date>2012-01-07 01:07:50</date><authorinitials>PauloSantana</authorinitials></revision><revision><revnumber>5</revnumber><date>2012-01-07 01:06:46</date><authorinitials>PauloSantana</authorinitials></revision><revision><revnumber>4</revnumber><date>2012-01-07 01:05:40</date><authorinitials>PauloSantana</authorinitials></revision><revision><revnumber>3</revnumber><date>2012-01-07 01:04:14</date><authorinitials>PauloSantana</authorinitials></revision><revision><revnumber>2</revnumber><date>2012-01-07 01:03:40</date><authorinitials>PauloSantana</authorinitials></revision><revision><revnumber>1</revnumber><date>2012-01-07 00:57:46</date><authorinitials>PauloSantana</authorinitials></revision></revhistory></articleinfo><section><title>Software Livre, uma Perspectiva Revolucionária</title><section><title>O que é Software Livre?</title><section><title>O que é Software Livre</title><para>Quando fala-se de software livre, não é de alguma liberdade genérica que permita aos seus usuários fazer simplesmente qualquer coisa. A idéia básica é a de que seja livre e acessível sempre, para todas as pessoas que venham a ter contato com esse software. A definição de software livre utilizada aqui é a da Free Software Foundation, disponível na seção de Filosofia do site do Projeto GNU: </para><para>&quot;Software livre&quot; se refere à liberdade dos usuários executarem, copiarem, distribuírem, estudarem, modificarem e aperfeiçoarem o software. Mais precisamente, ele se refere a quatro tipos de liberdade, para os usuários do software: </para><itemizedlist><listitem><para>A liberdade de executar o programa, para qualquer propósito (liberdade no. 0) </para></listitem><listitem><para>A liberdade de estudar como o programa funciona, e adaptá-lo para as suas necessidades (liberdade no. 1). Acesso ao código-fonte é um pré-requisito para esta liberdade. </para></listitem><listitem><para>A liberdade de redistribuir cópias de modo que você possa ajudar ao seu próximo (liberdade no. 2). </para></listitem><listitem><para>A liberdade de aperfeiçoar o programa, e liberar os seus aperfeiçoamentos, de modo que toda a comunidade se beneficie (liberdade no. 3). Acesso ao código-fonte é um pré-requisito para esta liberdade. </para></listitem></itemizedlist><section><title>Algumas Referências</title><itemizedlist><listitem><para><ulink url="http://enec.org.br/SoftwareLivrePerspectivaRevolucionaria/TextoCartilhaCurriculoLivre#">TextoCartilhaCurriculoLivre</ulink> (de onde eu praticamente copiei o texto acima) </para></listitem><listitem><para><ulink url="http://www.gnu.org/philosophy/free-sw.pt.html"/> (a referência básica) </para></listitem></itemizedlist><para>Mirian Bruckschen - 02 Aug 2005 </para></section></section></section><section><title>História do Software Livre</title><section><title>Histórico do Software Livre</title><para>Houve um tempo em que não existia a separação de software livre e não-livre, até porque não existia necessidade disso. Os desenvolvedores costumavam, quando possível, trocar código e dificilmente se ouviria falar de &quot;pirataria&quot;, &quot;roubo&quot; ou mesmo &quot;software fechado&quot;. Era natural que o software viesse com os fontes e que houvesse a liberdade de adaptá-lo às suas necessidades e mesmo distribuí-lo. </para><para>No entanto, com a chegada da era da informática e da popularização de equipamentos e sistemas computacionais acompanhantes, algumas coisas começaram a mudar. Pessoas e empresas começaram a pensar em ganhar dinheiro através da venda de /licenças/ destes software, fazendo com que a distribuição do código-fonte junto com o software em formato binário deixasse de ser regra, e passando a ser uma prática cada vez menos comum. </para><para>Ao notarem isso, usuários e hackers do mundo todo começaram a se mobilizar nesse sentido, e alguns movimentos começaram a surgir, notadamente a Free Software Foundation[1]. Estas pessoas defendiam que todas as pessoas deveriam ter direito às liberdades básicas preconizadas pelo movimento de software livre até hoje, que todos deveriam poder executar, modificar, distribuir e redistribuir o software para qualquer propósito e qualquer pessoa, desde que este continuasse livre.  </para><para>O grande avanço desse movimento se deu, em parte, pelo início da popularização da Internet, que encurtou as distâncias e possibilitou a comunicação rápida e efetiva de desenvolvedores e usuários do mundo todo. Isso tornou possível a grande disseminação do modelo de desenvolvimento de software livre que hoje conhecemos, e a adoção deste modelo por empresas de todo porte, além de governos e residências. </para><para>[1] Free Software Foundation, ou Fundação do Software Livre: <ulink url="http://www.fsf.org/"/> </para><para>Mirian Bruckschen - 17 Aug 2005 </para></section></section><section><title>Patentes de Software</title></section><section><title>Direitos Autorais</title></section><section><title>Por que Revolucionário?</title><para>Uma das coisas que sempre caracterizou a burguesia, ou para os que não gostam do termo, os exploradores, foi a posse dos meios de produção. Essa posse sempre fez com que os trabalhadores fossem explorados, já que a &quot;única&quot; coisa que podiam oferecer era sua força de trabalho a custos cada vez mais baixos, uma vez que para aumentar os lucros se baixava os custos de produção, ou seja, a força de trabalho tem que ficar cada vez mais barata. Com os lucros maiores, os exploradores ampliam sua posse sobre os meios de produção e a concorrência capitalista faz com que necessitem de mais lucro, então a força de trabalho é desvalorizada mais uma vez e começa tudo de novo. Daí podemos ver o porquê da atual exploração e de como ela só aumenta a cada dia que passa, e tal exploração não se limita a relações homem-homem, mas tambám país -país. Como resultado disto temos o caos social no mundo,sobretudo nos países pobres que são a maioria. </para><para>Até agora, nada aqui é novo, muitos conhecem bem mais profundamente a situação de exploração que o capitalismo impôs ao mundo. Mas onde entra o Software Livre nisso tudo? Exatamente no ponto em que com a produção coletiva do conhecimento, sem um proprietário, tiramos os meios de produção, por enquanto da indústria de software, da mão dos exploradores. É nesse ponto que o Software Livre é revolucionário, pois ele rompe com o ciclo de exploração capitalista, já que o trabalhador irá vender sua força de trabalho diretamente a quem precisa, e essa força será potencializada por uma comunidade mundial e ele não terá ônus algum. Com isso quebramos toda a lógica opressora do capitalismo, não estaremos mais presos a patrões que vendem o que produzimos ficando com o lucro todo pra si, podemos agora negociar a nossa produção, para que não sejamos explorados e nem exploremos outras pessoas com as práticas abusivas das empresas/monopólios capitalistas. </para><para>Entre outras coisas que também fazem o Software Livre ser revolucionário é a liberdade que dá ao conhecimento, que não terá um dono para fechá-lo em um cofre para que só ele ou quem ele queira tenha permissão para acessá-lo. A filosofia do Software Livre diz que todo conhecimento deve ser compartilhado para que seja estudado, modificado,discutido e melhorado, com isso não teremos uma elite intelectual que impõe algo fechado, tudo poderá ser contestado e usado para os mais diversos fins e ainda melhorado sem custo algum para ninguém. O que buscamos com o Software Livre é a liberdade total e irrestrita do conhecimento. </para></section><section><title>Liberdade do conhecimento e Software Livre</title><para>A experiência do Software Livre tem sido vitoriosa, basta ver o desespero dos grandes monopólios do Software mundial e sua retaliação a empresas e governos que usam Software Livre, mas para que de fato demos prosseguimento a esta revolução, temos que expandir esta cultura de produção coletiva e de liberdade do conhecimento para as demais áreas do conhecimento humano, para que pouco a pouco comecemos a dar grandes perdas ao capitalismo, quebrando sua lógica cruel de exploração. </para><para>Para isso sugerimos aos mais diversos movimentos sociais que construam debates sobre liberdade de conhecimento e produção comunitária. E para isso toda a comunidade de Software Livre sempre estará pronta a ajudar e passar toda e experiência que temos com Software Livre e também a aprender com vocês e usar suas idéias na comunidade de Software Livre. E essa discussão deve nascer da comunidade, sem fórmulas prontas vindas de um iluminado, para que desde já se crie a prática da produção compartilhada. </para></section><section><title>Quais as vantagens da &quot;libertação&quot; do Brasil?</title></section><section><title>Discussão</title><para>Esse vai ser o tema de uma de nossas atividades no FSM, e também de uma discussão que será com alunos do curso de agronomia da UFS que são ligados ao MST (É um curso destinado a assentados). Podemos construir um bom evento e uma discussão que pode servir para difundir os conceitos e a causa do SL entre militantes do movimento estudantil, sobretudo os de esquerda. </para><para>A metodologia q estou sugerindo é por tópicos, lançamos as idéias dos mesmos e vamos colaborando. Qualquer um pode criar um tópico e escrever sobre ele. </para><para>Mike Gabriel - 30 Nov 2004 </para><!--rule (<hr>) is not applicable to DocBook--><para>Mike, sugiro uma nova abordagem pra esse tópico, já que o FSM já foi há tempos <inlinemediaobject><imageobject><imagedata depth="16" fileref="http://enec.org.br/moin_static1911/enec/img/smile.png" width="16"/></imageobject><textobject><phrase>:)</phrase></textobject></inlinemediaobject>  </para><para>Gostei dos tópicos que levantaste, e acho que não temos esses dados em nenhum outro lugar. Que tu achas de continuá-lo, mas com o propósito de explicitar a relação do movimento estudantil e software livre, e explicar por que a gente sai dizendo em tudo que é palestra por aí que essa é uma perspectiva revolucionária? <inlinemediaobject><imageobject><imagedata depth="16" fileref="http://enec.org.br/moin_static1911/enec/img/smile.png" width="16"/></imageobject><textobject><phrase>:)</phrase></textobject></inlinemediaobject> </para><para>Acho importante termos isso documentado em algum lugar. Quem ouve falar na Executiva e acessa o site já teria, através desse tipo de documento, um verdadeiro perfil desta. O que me dizes?  </para><para>Mirian Bruckschen - 22 Jul 2005 </para><!--rule (<hr>) is not applicable to DocBook--><para>Acho ótimo Míriam, vamos ver que pontos podemos revisar. </para><para>Sobre a &quot;Revolucionária&quot;, chegou-se a conclusão que seria mais fácil dialogar com os militantes de esquerda se mostrasse o SL como uma forma de contestação ao capitalismo, uma vez que o SL pode tirar das mãos da burguesia os meios de produção. Partindo disso, ampliamos o debate para que este chegue em outras áreas do conhecimento. </para><para>No mais, vamos trabalhando para dar linhas definidas à luta pelo software livre, com os texto que nos servirão de eixo para aprofundarmos o debate. </para><para>Mike Gabriel - 23 Jul 2005 </para><!--rule (<hr>) is not applicable to DocBook--><para>OK, tri então. Vamos evoluir alguns pontos: </para><para>&quot;Sobre a &quot;Revolucionária&quot;, chegou-se a conclusão que seria mais fácil dialogar com os militantes de esquerda se mostrasse o SL como uma forma de contestação ao capitalismo, uma vez que o SL pode tirar das mãos da burguesia os meios de produção.&quot; </para><para>O que tu quiseste dizer com isso? Quem chegou a essa conclusão e por que só os militantes? Me dá um pouco do histórico dessa discussão, que eu acho que não acompanhei, por favor.  </para><para>Quanto a &quot;software livre como uma forma de contestação ao capitalismo&quot;, não achas que fica meio restrito, não? Sei lá, passa uma imagem meio errada do movimento do software livre em si (que não tem nada contra o capitalismo, anarquismo, socialismo ou sei lá) e dá a impressão que os &quot;militantes de esquerda&quot; só se interessam por forma de &quot;contestação do capitalismo&quot; (que não é a verdade, correto?).  </para><para>Outra coisa que seria legal de ver é a evolução do teu argumento &quot;uma vez que o softwarelivre pode tirar das mãos da burguesia os meios de produção&quot;. OK, eu entendi que é a questão da extinção dos monopólios nessa área e a independência tecnológica, mas já que esse seria um item super importante (um dos mais importantes, a meu ver), seria ótimo termos isso no texto, não achas? Me explica por que tu acredita que &quot;o softwarelivre pode tirar das mãos da burguesia os meios de produção&quot; (nas tuas palavras mesmo, sem rodeios..). </para><para>Acho que a gente tem que, logo no início do texto, engatilhar os três temas -- software livre, movimento estudantil e revolução -- e explicar rapidamente a relação entre eles. Aí, nos parágrafos seguintes, explicar direitinho item a item e dar exemplos <inlinemediaobject><imageobject><imagedata depth="16" fileref="http://enec.org.br/moin_static1911/enec/img/idea.png" width="16"/></imageobject><textobject><phrase>(!)</phrase></textobject></inlinemediaobject> de casos onde isso é possível (ou mesmo já aconteceu/está acontecendo!). Que achas? </para><para>Mirian Bruckschen - 01 Aug 2005 </para><!--rule (<hr>) is not applicable to DocBook--></section></section></article>